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O mundo pós-Covid segundo o Google

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Você leu o estudo do Google que afirma que ‘o mundo nunca mais será o mesmo’? Pois deveria!

Na semana passada circulou em grupos de Whatsapp o estudo do Google intitulado ‘Coronavírus: O mundo nunca mais será o mesmo’. Acredito que se trata de um documento primoroso sobre o comportamento do consumidor, uma vez que detalha as formas mais básicas de como o consumidor pensa e age em tempos de crise.

Os dados provenientes de buscas na Internet são interessantes porque mostram padrões agregados de consumo. Muitas coisas que nós, consumidores, não revelamos de maneira explícita estão implícitas nas nossas buscas na web.

Vamos ver os exemplos extraídos do relatório do Google? São cinco os pontos que merecem destaque.

Esses registros começaram na semana do dia 16 de março, logo após São Paulo registrar a primeira morte em decorrência do vírus (Como nossa vida mudou desde então, não é mesmo?)

A primeira reação do brasileiro foi, vejam só, medo de confisco!

Buscas pelo termo ‘confisco da poupança’ e ‘Collor poupança’ explodiram a partir do dia 15 de março e as buscas relacionadas à ajuda financeira cresceram 157% desde a primeira semana de março.

Esse dado por si só revela muita coisa sobre o comportamento do brasileiro. Muitas pessoas na faixa dos 40 anos se lembram da primeira decisão do ex-presidente Fernando Collor na semana de sua posse, quando surpreendentemente confiscou valores da poupança de milhares de brasileiros.

Como esse componente estava na memória de muitos que viveram naquela época, isso automaticamente se refletiu nas buscas!

As buscas por notícias ultrapassaram as buscas por entretenimento na semana do dia 21 de março.

Se em condições normais de consumo nossas ‘antenas’ estão voltadas para filmes, shows e seriados, a pandemia impôs outra realidade, que nos colocou novamente diante do noticiário tradicional.

É provável que os índices de audiência dos telejornais, tradicionalmente em queda, tenham revertido essa tendência.

O impacto negativo agregado no varejo foi gradual e brutal nos meses de fevereiro e março

Queda de -3.8% na 1º semana do mês, seguida de quedas de -5.3% e -8.1% nas semanas subsequentes.

Infelizmente, o varejo será um dos setores mais afetados, pois nessas condições as pessoas impõem o que se chama de ‘economia de guerra’.

Várias pesquisas com dados da pandemia de Gripe Espanhola, de 1918, foram usadas como parâmetro para mostrar que o comportamento humano, de forma geral, não mudou diante de uma crise de saúde pública: compra-se apenas o básico.

O brasileiro é de fato um povo religioso.

As buscas por missa no YouTube cresceram 266%, com acréscimo de 20% na audiência de missas online!

É possível que esse crescimento tenha sido ainda mais significativo em cidades do interior, onde as lideranças religiosas exercem mais influência sobre o comportamento das famílias.

O ‘share’ de busca pelo nome Caixa Econômica Federal cresceu de 19% para 59% no espaço de um mês

Provavelmente em função do pagamento do auxílio emergencial, enquanto o ‘share’ de marcas como Santander e Itaú despencaram. O brasileiro buscou na web uma marca de serviços financeiros genuinamente brasileira para se informar acerca do pagamento.

A dúvida é se a empresa vai saber aproveitar para fortalecer sua marca durante essa crise. Talvez seja o momento mais oportuno possível para mostrar à população que a marca estava ao lado dos brasileiros quando eles mais precisaram.

São 65 páginas ricas de dados e tendências de comportamento e consumo que interessam a qualquer profissional de marketing.

O documento finaliza com um diagnóstico de reação para os negócios e para os pequenos empreendedores, um alento para um País em que empreendedores informais, micro e pequenas empresas serão os mais afetados economicamente.

Trata-se de um momento difícil e único, mas também enriquecedor para aqueles que estudam marketing e comportamento humano. Os dados foram lançados e as cartas estão na mesa…

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